quarta-feira, 8 de abril de 2026

Tudo é o que somos, e tudo será, para os que nos seguirem na diversidade do tempo, conforme nós intensamente o houvermos imaginado — isto é, o houvermos, com a imaginação metida no corpo, verdadeiramente sido.

Não creio que a história seja mais, no seu grande panorama desbotado, que um decurso de interpretações, um consenso confuso de testemunhos distraídos.

O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo.

Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono. E eu faço festas, com os olhos fechados, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito.

Um hálito de música ou de sonho — qualquer coisa que faça quase sentir, qualquer coisa que faça não pensar. (Fernando Pessoa)

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