segunda-feira, 30 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
1 - Pensadores que negam racionalmente a existência de Deus.
1.1- Ludwig Feuerbach
1.2- Friedrich Nietzsche
2 – Pensadores que defendem racionalmente a existência de Deus.
2.1 – Henry Bergson
2.2 – Wlliam James
3 – Conclusão.
1. Pensadores que negam racionalmente a existência de Deus.
1.1 – Ludwig Feuerbach.
Feuerbach, nasceu em 1804 na cidade de Landshut que é capital da região da NiederBayern, na Alemanha. O seu caso é curioso pois desde cedo ele sentia vontade de conhecer melhor a teologia, mas quando estudade viu que não era aquilo que ele pensava.
Com isso, foi estudar filosofia, achando assim um ‘sentido’ para a sua vida. “Fora da filosofia não existe salvação”.
Na suas obras que posteriormente influenciaria o pensamento de Karl Marx, Feurbach afirma que todo homem que busca uma relação substancial entre o homem e Deus, é alienado.
Além de afirmar tal alienação humana, Ludwig afirma que a religião é um produto essencialmente do homem. Ou seja, a criação de Deus pelos homens, vem do fato das pessoas não conseguirem alcançar todos os seus desejos ou até mesmo saciar todas as suas necessidades, precisando assim criar um ser imaginário superior e adorá-lo piamente, assim ao adorar um Deus, o homem adora a ele mesmo! Pois Deus não passa de um projeção dos seus próprios desejos.
Pode-se concluir, pela linha de pensamento Feuerbachiana, que o homem nada mais é que o seu próprio Deus. Não se pode idolatrar nenhum ser imaginário, que foi criado apenas como projeção de um idealismo humano utópico, pode-se apenas tentar entender o Deus do homem, que é o próprio.
1.2 - Friedrich Nietzsche
Nascido em Röcken(Alemanha), 15 de outubro de 1844, Nietzsche, ao lado de Karl Marx e Freud, é um dos pensadores mais controversos da filosofia.
Crítico ferrenho da cultura ocidental e consequentemente das religiões, ele considera o cristianismo como a religião decadente.
“O cristianismo promete tudo, mas não cumpre nada”(Nietzsche)
Ao afirmar que “Deus está morto” ele assume o seu papel de pensador radical, analisando as religiões com agressividade e de uma forma pessoal.
“A fé, é ignorar tudo aquilo que é verdade” (Nietzsche)
Ele acha que simplesmente não é necessário provar que Deus não existe, pois ele (Deus) é tudo que vai contra a vida, pois apartir do momento que as religiões impõe as suas normas e os seus dogmas, privam o homem de viver, privam o homem de evoluirem naturalmente as suas vidas.
Sendo assim, qualquer homem que não fosse submisso a um Deus ou a uma religião, seria livre e poderia buscar o verdadeiro conhecimento.
“Aquele que sabe mandar, sempre encontra quem sabe obedecer.”(Nietzsche)
Apartir disso, Nietzsche afirma que os homens fracos e incapazes criaram a religião como forma de intimidar e se defender daqueles homens que ele caracteriza como ‘super-homens’. Somente aquele que causa repugnância são piedosos, somente a esses é prometida a felicidade eterna, enquanto os ricos e poderosos são considerados como os perversos, que dominam e exploram os fracos.
Com a morte de Deus, sente-se a necessidade de um substituto àquilo que era representado como divino. Eis que surge o Super-homem. O ser humano ou é fraco e segui uma religião como forma de proteção ou é super-homem e é capaz de mudar todos aqueles valores antigos, o único capaz de criar e destruir.
2- Pensadores que defendem racionalmente a existência de Deus.
2.1- Henry Bergson
Em suas obras, critica o positivismo e o materialismo. Ele defende a liberdade humana contra conceitos completamente científicos que querem apenas limitar a característica espiritual do homem a leis que são manipuláveis.
Afirma também que a ciência sozinha não é capaz de explicar tudo que acontece na realidade. É preciso uma experiência intuitiva e mística para se chegar a Deus e em contrapartida não se pode explicar a realidade só através da fé, precisa-se também desse lado racional.
Então, pode-se notar que ele não é contra a dissociação da ciência e da intuição, pois uma depende da outra, como o corpo depende da alma, é impossível separá-los.
2.2- William James.
Embora a religião possua um lado racional e metafísico em seus conceitos e doutrinas, é impossível encaixar a religião no âmbito do racional, pois o fundamento de tal é completamente baseado na fé. A fé é necessária para se entender Deus.
Sendo assim, James considera o fenômeno religioso é útil ao ser humano, pois pode levar o homem a um certo estado de conforto e satisfação, sendo assim mais uma área da experiência humana.
3. – Conclusão.
Pesquisando e estudando os pensadores que afirmam e os que negam a existência de um ser divino, percebe-se que os ateístas montados na razão e na explicação concreta dos fatos conseguem ser mais convincentes que os pensadores teístas.
É nesse ponto, onde pessoas que acreditam não se poder mais explicar alguns fatos da nossa vida através da razão – a morte por exemplo, para onde vamos quando morrer? Existe um outro plano? O que é a morte? – que surge a fé, que nada mais é que a plena crença naquilo que não tem explicação. Significa depositar sua confiança em algo que não é concreto.
A ciência acreditava que nossa galáxia com bilhões de estrelas e materiais cósmicos era o universo, agora com as novas descobertas em imagens existem bilhões de galáxias.
Calculemos qual é o dimensão disso tudo. Imagine a terra num minúsculo espaço de uma galáxia, um fragmento de poeira cósmica, isolada de bilhõs e bilhões de galáxias. Onde fica Deus nisso?
E caso existam bilhões de universos? A mente humana jamais compreenderá nada, somos um nada que veio do nada para o nada. O universo com suas próprias leis cria e destrói a seu bel prazer. A terra tem bilhões de anos, nós seres humanos alguns milhões de anos na terra que existiu outros milhões de anos sem nós.
Em 24 horas da existencia da terra estamos por aqui a um minuto somente, e antes para que servia o universo? O Universo e a terra não precisa de nós para a existência.
Deus está na imaginação de nós, seres humanos. Cada um de nós criamos os nossos deuses e as nossas crenças, cada um sempre procurando aquilo que seja melhor para si.
O ser humano precisa procurar aquilo que lhe proporcione a felicidade, aquilo que ele realmente acredite e que vá de encontro aos seus ideais.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Você não é bom o bastante.
Você não é bom o bastante em nada.
Você não é sufuciente.
Você não é suficiente em nada.
Não se esforce, poupe energia.
Não faço de pouco essa simples alegria.
Alegria que se esconde no meio desses versos
Nem sempre se apresenta aos convidados.
Do que adianta todo esse suor na fronte
Se mais tarde ou mais cedo serás derrubado
Limite-se apenas ao que se pode ver
O simples e óbvio são seus aliados agora.
Não eis bom nem suficiente em nada.
Mas você tem vida.
E a vontade de transformar 200 reais
Em uma boa ressaca.
Você não é bom o bastante em nada.
Você não é sufuciente.
Você não é suficiente em nada.
Não se esforce, poupe energia.
Não faço de pouco essa simples alegria.
Alegria que se esconde no meio desses versos
Nem sempre se apresenta aos convidados.
Do que adianta todo esse suor na fronte
Se mais tarde ou mais cedo serás derrubado
Limite-se apenas ao que se pode ver
O simples e óbvio são seus aliados agora.
Não eis bom nem suficiente em nada.
Mas você tem vida.
E a vontade de transformar 200 reais
Em uma boa ressaca.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
deus não é grande e como a religião envenena o mundo.
Quem nunca duvidou da existência de um deus em algum momento da vida?
Quem nunca se perguntou: "como vou seguir uma pessoa que nunca vi. Um ser imaginário?"
Quem nunca duvidou da sua religião, seja lá qual for?
É triste saber que milhares de pessoas vão dizer que nunca se questionaram sobre nada disso, e que possuem uma fé incontestável, pois o uso da inteligência e da razão acaba quando não podemos questionar mais nada.
Foi com o questionamento que Galileu afirmou que o centro planetário era o sol e não a terra como a igreja afirmava. Condenado pela inquisição teve que negar todos os seus estudos.
Foi com o questionamento de inúmeros outros cientistas e iluministas que o mundo evoluiu para tudo que nos temos hoje, mesmo com a religião sempre tentando barrar o avanço científico e o uso da razão como única fonte do conhecimento.
Como podem querer me obrigar a seguir uma religião que matou milhões de pessoas, seja entre guerras santas, condenados a bruxaria, mulheres ditas profanas, etc...
Como querem me fazer acreditar que Maria foi uma santa virginal, que concedeu a luz através do espírito santo? Não, para mim não é assim que as coisas funcionam, eu preciso de mais explicações.
Como a própria entrevistadora dos vídeos que postarei a seguir disse, antes de ler o livro do Christopher Hitchens eu não sabia que tantos outros deuses tinham nascido de virgens como Maria como por exemplo: Buda, Krishna, Perseu, Hórus, Mercúrio.
Sendo assim seria impossível- vendo fatos históricos dos egípicos, astecas, persios.- que o cristianismo vendesse sua religião sem a história do nascimento de um deus através de uma virgem. Até Buda nasceu de um corte no corpo da mãe, pois o canal vaginal é uma via impura.
Enfim, uma religião que prega o preconceito contra a mulher, que prega a sua sabedoria como única e verdadeira - "me segues ou queimarás no fogo eterno"-, um religião que é contra o sexo e o uso de preservativos, para mim só pode ser uma grande burrice e o grande pernício de toda a humanidade.
O mundo seria um lugar melhor sem religiões.
Entrevista com Christopher Hitchens, autor do livro 'deus não é grande.'
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=SxEXnkYDjLQ
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=dECL1dFmjmc&feature=related
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=IJVqV-zdLD4&feature=related
Apenas assistam e reflitam suas conclusões, a fé inabalável é cega.
Quem nunca se perguntou: "como vou seguir uma pessoa que nunca vi. Um ser imaginário?"
Quem nunca duvidou da sua religião, seja lá qual for?
É triste saber que milhares de pessoas vão dizer que nunca se questionaram sobre nada disso, e que possuem uma fé incontestável, pois o uso da inteligência e da razão acaba quando não podemos questionar mais nada.
Foi com o questionamento que Galileu afirmou que o centro planetário era o sol e não a terra como a igreja afirmava. Condenado pela inquisição teve que negar todos os seus estudos.
Foi com o questionamento de inúmeros outros cientistas e iluministas que o mundo evoluiu para tudo que nos temos hoje, mesmo com a religião sempre tentando barrar o avanço científico e o uso da razão como única fonte do conhecimento.
Como podem querer me obrigar a seguir uma religião que matou milhões de pessoas, seja entre guerras santas, condenados a bruxaria, mulheres ditas profanas, etc...
Como querem me fazer acreditar que Maria foi uma santa virginal, que concedeu a luz através do espírito santo? Não, para mim não é assim que as coisas funcionam, eu preciso de mais explicações.
Como a própria entrevistadora dos vídeos que postarei a seguir disse, antes de ler o livro do Christopher Hitchens eu não sabia que tantos outros deuses tinham nascido de virgens como Maria como por exemplo: Buda, Krishna, Perseu, Hórus, Mercúrio.
Sendo assim seria impossível- vendo fatos históricos dos egípicos, astecas, persios.- que o cristianismo vendesse sua religião sem a história do nascimento de um deus através de uma virgem. Até Buda nasceu de um corte no corpo da mãe, pois o canal vaginal é uma via impura.
Enfim, uma religião que prega o preconceito contra a mulher, que prega a sua sabedoria como única e verdadeira - "me segues ou queimarás no fogo eterno"-, um religião que é contra o sexo e o uso de preservativos, para mim só pode ser uma grande burrice e o grande pernício de toda a humanidade.
O mundo seria um lugar melhor sem religiões.
Entrevista com Christopher Hitchens, autor do livro 'deus não é grande.'
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=SxEXnkYDjLQ
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=dECL1dFmjmc&feature=related
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=IJVqV-zdLD4&feature=related
Apenas assistam e reflitam suas conclusões, a fé inabalável é cega.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Herói ou vilão?
Historiadores discutem livro do pesquisador Norman Davies "Europa na Guerra", que se ocupa de uma análise crítica da política dos Aliados ocidentais diante do ditador soviético Stalin.
Quando Hitler, em 1° de setembro de 1939, anunciou aos gritos na Ópera Kroll, em Berlim, o começo da Segunda Guerra Mundial, ninguém imaginava que ali se iniciava uma das guerras mais brutais e que traria mudanças substanciais à humanidade.
Nos seis anos posteriores, até a capitulação da Alemanha em 8 de maio de 1945, o continente passaria por uma devastação que se estenderia da Sicília até Spitzbergen, do Atlântico aos Montes Urais. Cerca de 100 milhões de pessoas foram vítimas da Segunda Guerra Mundial: assassinadas, mortas nos campos de batalha, famintas, órfãs, mutiladas, sem-teto, feridas ou deportadas.
Setenta anos após o início da Segunda Guerra Mundial, não se concluiu ainda a pesquisa científica sobre os motivos da guerra, suas consequências e a cultura da memória entre as partes beligerantes de então.
Consciência europeia comum.
A dimensão da catástrofe ainda faz com que, 70 anos mais tarde, historiadores se esforcem em encontrar explicações, classificações e consequências para a memória coletiva. Em seu livro Europa na Guerra, o historiador inglês Norman Davies examina e reavalia as pesquisas sobre o tema.
Quando Hitler, em 1° de setembro de 1939, anunciou aos gritos na Ópera Kroll, em Berlim, o começo da Segunda Guerra Mundial, ninguém imaginava que ali se iniciava uma das guerras mais brutais e que traria mudanças substanciais à humanidade.
Nos seis anos posteriores, até a capitulação da Alemanha em 8 de maio de 1945, o continente passaria por uma devastação que se estenderia da Sicília até Spitzbergen, do Atlântico aos Montes Urais. Cerca de 100 milhões de pessoas foram vítimas da Segunda Guerra Mundial: assassinadas, mortas nos campos de batalha, famintas, órfãs, mutiladas, sem-teto, feridas ou deportadas.
Setenta anos após o início da Segunda Guerra Mundial, não se concluiu ainda a pesquisa científica sobre os motivos da guerra, suas consequências e a cultura da memória entre as partes beligerantes de então.
Consciência europeia comum.
A dimensão da catástrofe ainda faz com que, 70 anos mais tarde, historiadores se esforcem em encontrar explicações, classificações e consequências para a memória coletiva. Em seu livro Europa na Guerra, o historiador inglês Norman Davies examina e reavalia as pesquisas sobre o tema.
Para Davies, trata-se de procurar uma harmonização entre a memória de guerra própria e a das demais partes europeias beligerantes – um procedimento que também interessa a historiadores alemães. Segundo o historiador Rolf Dieter Müller, do Departamento de Pesquisa Histórico-Militar, este objetivo ainda não teria sido alcançado.
Müller diz que uma consciência europeia comum é algo que surgiu muito lentamente. A princípio, isso aconteceu frequentemente de forma bilateral, como, por exemplo, na reconciliação entre franceses e alemães ou nos esforços, durante os anos de 1980, com vista a uma reconciliação com os povos da antiga União Soviética.
Vítimas de Hitler e Stalin
Com suas considerações, Davies aponta para uma memória europeia, pois tal memória coletiva não seria somente um armazenador de conhecimento, mas também uma orientação para o futuro.
Nessa memória coletiva está armazenado que a Wehrmacht alemã (Forças Armadas) ultrapassou a fronteira da União Soviética em 22 de junho de 1941, iniciando uma guerra contra os soviéticos. Estes foram os mais atingidos pela invasão, com 27 milhões de mortos.
Müller diz que uma consciência europeia comum é algo que surgiu muito lentamente. A princípio, isso aconteceu frequentemente de forma bilateral, como, por exemplo, na reconciliação entre franceses e alemães ou nos esforços, durante os anos de 1980, com vista a uma reconciliação com os povos da antiga União Soviética.
Vítimas de Hitler e Stalin
Com suas considerações, Davies aponta para uma memória europeia, pois tal memória coletiva não seria somente um armazenador de conhecimento, mas também uma orientação para o futuro.
Nessa memória coletiva está armazenado que a Wehrmacht alemã (Forças Armadas) ultrapassou a fronteira da União Soviética em 22 de junho de 1941, iniciando uma guerra contra os soviéticos. Estes foram os mais atingidos pela invasão, com 27 milhões de mortos.
Após a abertura do bloco oriental, em 1990, muitos europeus ocidentais tomaram conhecimento de que os povos da Europa Central e Oriental libertados da União Soviética não se veem somente vítimas de Hitler, mas também se consideram vítimas de Stalin.
"Sob o ponto de vista dos países limítrofes na Europa Central e Oriental – hoje parceiros e aliados da União Europeia – a guerra tem um lado diferente do que aquele que conhecemos e que transportamos para nossos livros escolares", explica Müller e acrescenta que tal consciência também afeta a discussão em torno do número de mortos: "Porque os 27 milhões de mortos também incluem os cidadãos, como os dos países bálticos, que foram deportados ou assassinados pelo stalinismo".
Aliados ocidentais perante Stalin
Em seu livro, Norman Davies aponta muitos exemplos de crimes de guerra, cuja autoria pode ser encontrada em todas as partes beligerantes. Para ele, não existe uma "equidistância do mal", mas violações recíprocas contra aquilo que se pode resumir sob o conceito de humanidade.
Ao lado do Holocausto e da deportação de muitos milhões de pessoas, a divisão da Alemanha e do continente europeu foram as consequências mais duradouras da Segunda Guerra Mundial. Para Davies, a responsabilidade disso está na política dos Aliados ocidentais perante Stalin durante a guerra.
O historiador Dieter Müller vê nisso o aspecto realmente trágico do período pós-guerra: "Deve-se dizer claramente que, em 1939, Stalin introduziu esse pensamento em áreas de influência e (...) manteve esse conceito em zonas de influência. Devido à situação de guerra, os Aliados (...) aceitaram que se concedesse a Stalin a presa que fez em 1939/40 nas zonas de influência que lhe foram atribuídas por Hitler na Europa Central e Oriental". Para Müller, este deslocamento das fronteiras para o oeste e a submissão dos povos atingidos [...] foram trágicos para os poloneses e os países bálticos.
"Sob o ponto de vista dos países limítrofes na Europa Central e Oriental – hoje parceiros e aliados da União Europeia – a guerra tem um lado diferente do que aquele que conhecemos e que transportamos para nossos livros escolares", explica Müller e acrescenta que tal consciência também afeta a discussão em torno do número de mortos: "Porque os 27 milhões de mortos também incluem os cidadãos, como os dos países bálticos, que foram deportados ou assassinados pelo stalinismo".
Aliados ocidentais perante Stalin
Em seu livro, Norman Davies aponta muitos exemplos de crimes de guerra, cuja autoria pode ser encontrada em todas as partes beligerantes. Para ele, não existe uma "equidistância do mal", mas violações recíprocas contra aquilo que se pode resumir sob o conceito de humanidade.
Ao lado do Holocausto e da deportação de muitos milhões de pessoas, a divisão da Alemanha e do continente europeu foram as consequências mais duradouras da Segunda Guerra Mundial. Para Davies, a responsabilidade disso está na política dos Aliados ocidentais perante Stalin durante a guerra.
O historiador Dieter Müller vê nisso o aspecto realmente trágico do período pós-guerra: "Deve-se dizer claramente que, em 1939, Stalin introduziu esse pensamento em áreas de influência e (...) manteve esse conceito em zonas de influência. Devido à situação de guerra, os Aliados (...) aceitaram que se concedesse a Stalin a presa que fez em 1939/40 nas zonas de influência que lhe foram atribuídas por Hitler na Europa Central e Oriental". Para Müller, este deslocamento das fronteiras para o oeste e a submissão dos povos atingidos [...] foram trágicos para os poloneses e os países bálticos.
Mesmo 70 anos após o seu início, a Segunda Guerra Mundial e principalmente suas consequências para a Europa ainda oferecem muitas razões para reavaliar a própria memória, para analisar os próprios conhecimentos e para ampliar os pontos de vista de outrem.
Autor: Matthias von Hellfeld / Carlos Albuquerque
Revisão: Roselaine Wandscheer
Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4615560,00.html
Autor: Matthias von Hellfeld / Carlos Albuquerque
Revisão: Roselaine Wandscheer
Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,46
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O próximo livro que estou prestes a ler fala um pouco da história revisionista atual, que procura 'corrigir' a verdadeira participação dos aliados e do eixo na segunda guerra mundial. Mas o porque de ter escolhido esse livro? A razão é simples. Na guerra não existe heróis e vilões ou mocinhos e bandidos, cada lado cometeu seus crimes de guerra e suas barbaridades e pra encobrir tudo isso e jogar a sujeira pra baixo do tapete alemão e seus aliados, os Estados Unidos e seus aliados 'reformularam' a história da grande guerra, colocando-se no lado dos bonzinhos e deixando todo papel 'demoníaco' e malvado da guerra para os alemães, japoneses, italianos, etc.
Para comprovar isso basta você prestar atenção nos filmes da segunda guerra. A maioria dos filmes mostram aqueles pobres americanos adolescentes, saindo das suas casas, abandonando suas famílias e se encaminhando para guerra como verdadeiros heróis que salvariam todo o mundo da tirania do eixo. Mas um historiador não pode se prender a fatos individuais e deixar de lado a imparcialidade.
É isso que o revisionismo busca, mostrar os verdadeiros fatos que ocorreram durante esse período, pois não se pode, em uma guerra, demonizar um lado e angelizar o outro, por exemplo, o povo alemão sofreu tanto quanto os soviéticos e o fato de os alemães viverem sob o regime nazista de Hitler não é motivo para se ignorar o sofrimento alemão. Se fosse assim deveiamos ignorar o sofrimento dos soviéticos que viviam sob a tirania do comunismo e de Stálin.
A editora Abril, ao falar sobre a maior tragédia naval da História, o afundamento de um transatlantico alemão abarrotado de civis alemães e soldados feridos, a revista refere-se ao NAVIO NAZISTA, e não ao NAVIO ALEMÃO. Ora, porque ninguêm se refere a Leningrado por exemplo como a CIDADE COMUNISTA que resistiu a 900 dias de cerco? Os crimes de Stálin foram por acaso menores que os de Hitler, ou é porque a URSS estava do lado vencedor? Complicado não?
Crime de guerra foi o afundamento do navio-hospital General von Steuben com 3.500 soldados feridos a bordo, que estavam sendo evacuados da Prússia Oriental. todos morreram, o comandante do submarino sabia que tratava-se de um navio-hospital, mas para os Soviéticos, o sinal da Cruz Vermelha pintado no casco do navio, não significava absolutamente nada.
Isso foi tão grave que após a guerra, mergulhadores sovieticos desceram aos destroços para explodirem o navio e apagar as marcas dos seus ataques.
Isso foi tão grave que após a guerra, mergulhadores sovieticos desceram aos destroços para explodirem o navio e apagar as marcas dos seus ataques.
Enfim, o que precisa ser feito é contar a verdade!, essa é a história que necessita ser contada, sem influências de nenhuma parte, apenas com o que realmente aconteceu.
Quando terminar o livro, relato o que achei.
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